quinta-feira, 26 de abril de 2012
Você conhece James Horner?
domingo, 22 de abril de 2012
Bob?
Boa noite ou bom dia, caros pitaqueiros, comentaristas, leitores e marmotas de plantão. (Como se tivéssemos muitos leitores em três dias de blog...)São duas da manhã de domingo. Os shows de Bob Dylan (Sampa) e de Paul McCartney (Recife) terminaram há algumas horas.
Sir Paul, nosso simpático e eterno Beatle é notícia em todos os lugares, com detalhes, frases ditas em português, fãs que dormiram na fila e todas as infos de praxe, incluindo a setlist do show em Recife.
Mas, e o Bob Dylan?
Em todos os sites que visitei buscando notícias da apresentação, apenas a Folha.com trazia uma nota, relatando em poucas linhas que a apresentação seguia o roteiro de 2008, quando Dylan veio ao país, além de um comentário inútil e desnecessário sobre a platéia presente no show. Uma notícia de dias antes diz que Dylan tentou proibir a imprensa, "alheio a própria divulgação", além de se esforçar o mínimo possível para conquistar o público em todas as apresentações. Sinceramente, prefiro aguardar comentários de fãs e entendidos do assunto do que me conformar com a notícia vazia da Folha.
Bom, seja lá qual for o humor e o quanto Bob Dylan tenha mudado, se a imprensa não foi barrada onde estão as notícias sobre o show? E mesmo que tenha sido, porque a mídia se calou, preferindo noticiar fatos irrelevantes na seção de música de seus sites?
______________________________________________
Atualizando o pitaco:
Na manhã de hoje, a Rolling Stone publicou uma matéria decente, incluindo a setlist.
http://rollingstone.com.br/noticia/uma-noite-inspirada-de-bob-dylan-em-sao-paulo/
Enjoy!
sexta-feira, 20 de abril de 2012
O Talento dos Irmãos Gibb
Há alguns dias, li uma triste notícia na Internet: Robin Gibb entrou em coma, após dias internado. O penúltimo membro dos Bee Gees acabou comovendo a mim e meu pai, e com isso, demos play em nosso dvd One Night Only, um showzaço de 1997. Na época, era Robin, Barry e Maurice, este último, já nos deixou.
Revendo aquele maravilhoso show, comecei a pensar como esses caras são bons e atualmente, é difícil ouvir falar deles, uma pena. É puro talento! Além da grandiosa banda que os acompanha, os três tocam muito além de cantar, principalmente Maurice tirando sons mágicos de seu teclado, que empolgam e emocionam. Aliás, é o mais simpático, uma graça. É muito legal ver o público levantar das cadeiras e dançar os hinos dos anos 80; Olivia Newton John estava na primeira fila, e obviamente, a performance de Grease não deixou a desejar. Os clássicos mais lentos são revividos lindamente; os momentos em que os três irmãos unem-se a um microfone é arrepiante!
Mas para falar de Bee Gees, tem que falar de voz, ou melhor, vozes. Mesmo Barry tendo destaque, com aquela voz e vibrato únicos, o grupo não seria o mesmo sem os corais. As versões à capela são as melhores. São poucos os grupos que conseguem algo tão emocionante assim, além deles me recordo dos Beatles(claro, é só ouvir She’s Leaving Home), Roupa Nova(um dos melhores grupos vocais, para mim) e Backstreet Boys(sim, é boyband pop etc. mas os caras mandam muito bem, não é a toa que são a melhor boyband que existe).
Poderia citar uma infinidade de músicas, mas deixo aqui “Too Much Heaven”. É uma das que mais gosto, juntamente com “How Deep Is Your Love” e “How Can You Mend a Broken Heart”. O One Night Only é um dvd bem famoso, mas pra quem nunca viu, é indispensável. Ainda conta com a participação mais do que especial da diva Celine Dion em “Immortality”. Uma das mais belas partes do show é a homenagem a Andy, onde Barry começa e a segunda parte fica por conta do irmão homenageado através de um vídeo, enquanto os outros no palco se encarregam do coral de fundo. Na época, eles estavam lançando o álbum Still Waters, e com isso apresentam duas músicas até então inéditas, que são uma delícia, super elegantes, um estilo que me lembra Robbie Williams. “Closer Than Close” é genial, tanto vocalmente quanto nos teclados.
Para fechar, deixo o maior sucesso na voz de Robin, “I Started a Joke”. E fico na torcida pela sua recuperação, para quem sabe, mais um desempenho dos irmãos Gibb. Da última vez que os vi, estavam numa final do American Idol, cantando junto com Shioban Magnus, uma das melhores candidatas da temporada, mas quem acabou vencendo foi Lee Dewyze. Reality a parte, é sempre bom rever esses grandes artistas e apreciar esses talentos únicos.
Robin e Barry na final do American Idol, 2010:
http://www.youtube.com/watch?v=c_VqIGa1NIM
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Nostalgia
Não sei se mais leitores terão a mesma opinião, mas a música mudou. O mundo musical mudou. A sociedade e as gerações seguintes a era de ouro da música mudaram. É como se a magia tivesse se perdido em meio a melodias horrorosas.
Em outros tempos, o lançamento do disco de uma banda era uma coisa aguardada, comentada, que mobilizava fãs e até curiosos. Orelhas coladas no rádio, corrida a lojas de discos (hoje mal temos lojas de cd's!), recortes de revistas, diversos bolachões enfeitando a sala e os encartes lidos centenas de vezes. Era mais prazeroso ser fã. Hoje a maioria das rádios não toca boa música e a gente fuça o que pode na internet. Não que a internet seja ruim, pelo contrário, mas acho que ouvir aquele puta lançamento no rádio deveria ser mais emocionante. E ver o clipe na tv então? Hoje a gente liga a tv e só vê as mesmas "músicas de balada" tomando conta da programação. Triste.Digo mais: as gerações passadas tiveram a sorte de ter boa música - muita coisa boa mesmo. Na metade da década de 90, ou até antes disso, a coisa degringolou - pelo menos a [baixos] níveis de Brasil. Foi uma invasão de coisas sem conteúdo, sem sentido, sem qualidade. E os coitados que não tinham ouvido seletivo foram alienados... A cultura perdeu espaço. A educação foi pro ralo. Poderia citar dezenas de fatores, mas nem assim conseguiria explicar o que foi que aconteceu com a sociedade brasileira em termos de música.
Quem se salvou da onda de porcarias que a mídia despejou hoje precisa andar com potentes headphones se não quiser aturar "Ai se eu te pego", "Tchuchu" sei lá o quê, além dos funks horrorosos que ecoam dos carros dos boyzinhos.
Música comercial hoje é porcaria. Rádios seguem a tendência. E a massa vai absorvendo toda a merda - sempre surge algo novo. Ah, se toda novidade fosse de qualidade! Que fosse realmente música e não lixo...
Entrevistei alguns músicos para o programa Vitrola, como Lô Borges, Kiko Zambianchi e Beto Guedes. Acredito que todos compartilham do mesmo pensamento: atualmente falta paixão, conteúdo, musicalidade e criatividade no mundo da música.
Como diz Time Stand Still do Rush:
Um pouco mais forte"